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Dados setoriais Abrablin: Na contramão da instabilidade econômica vivida no país, blindagem de automóveis segue em alta

Fonte: Abrablin -> www.abrablin.com.br

Em 2014, Abrablin aponta blindagem de quase 12 mil veículos, crescimento de 15,5% em comparação com o ano anterior.

O ano de 2014 foi de grande instabilidade econômica. Setores dos mais variados foram afetados pela crise, registrando queda de consumo e da produção. O segmento de blindagem automotiva, entretanto, seguiu caminho contrário e, pelo quinto ano, fechou em crescimento. De acordo com a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), no ano, foram blindados 11.731 carros no país, alta de 15,5% em comparação a 2013, quando 10.156 veículos receberam a proteção. A pesquisa contou com a participação de 29 blindadoras associadas à entidade e que representam 70% da produção total de veículos blindados no país.

Para Laudenir Bracciali, presidente da entidade, “embora o segmento tenha registrado alta, não se pode dizer que ele passou incólume à crise. Se o país estivesse com a economia mais estável, os números certamente seriam ainda mais expressivos”, afirma.

Dados setoriais Abrablin

O executivo da Abrablin explica que o crescimento nos números, ano após ano, se deve à constante sensação de insegurança. Essa sensação também é cada vez maior e repercute em todo o país. Ela é tida como o fator principal para o aumento da procura pelo serviço. Com medo diante da violência urbana, muitos cidadãos, deixam de investir em um modelo de carro mais luxuoso em nome da segurança, adquirindo um modelo mais simples, mas com a proteção blindada”, afirma.

De acordo com o levantamento da associação, o estado de São Paulo segue como o primeiro no ranking estadual da blindagem. Foi o que mais blindou veículos em 2014, com 70,7%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 13,57%. Os outros três estados que compõem o “Top 5” são Minas Gerais (4,66%), Ceará (2,85%) e Bahia (2,45%).

Os 5,8% restantes do universo blindado estão distribuídos por estados de todas as regiões brasileiras: Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

“Essa distribuição ilustra que a insegurança é um sentimento geral, não mais regionalizado, como acontecia há alguns anos”, diz Bracciali.

Em 2014, homens representaram 52% do total de usuários. As mulheres ampliaram a participação nesse universo. No ano, elas representaram 48% da clientela. Em 2013, elas representaram 43% e, no ano anterior, somavam 42,5% do setor.

Por faixa etária, os homens que mais recorreram à blindagem automotiva (23%) foram os que tinham de 30 a 39 anos, mesma faixa percebida no público feminino (25%). Para ambos os sexos, a segunda faixa etária que se concentrou a blindagem foi de pessoas entre 40 e 49 anos.

Do universo total dos usuários, 65% é formado por executivos/empresários; 15% políticos; 12% artistas/cantores; e 8% juízes.

No ranking dos veículos mais blindados no país em 2014, a pesquisa da Abrablin revela que o campeão foi o Tiguan, modelo da Volkswagen. A segunda posição foi ocupada pelo Jetta Sedan, também da Volks, no primeiro semestre, e pelo Audi Q3, no segundo semestre. O terceiro mais blindado no primeiro semestre foi o Corolla, da Toyota, e, no segundo semestre, o Range Rover Evoque, da Land Rover.

A blindagem de nível III-A foi a mais praticada no mercado. “Esse nível suporta até tiros de submetralhadoras (pistolas) 9mm e revólveres .44 Magnum. É o mais adequado para garantir efetiva proteção contra as maiores ameaças de armas curtas de fogo encontradas hoje nas mãos da criminalidade”, complementa o presidente da Abrablin.